Cinzas e Diamantes
Sou um tanto primitivo
ancestral...
homem das cavernas
que tem no fogo
um amigo
que me aquece
ouve
faz companhia
Fala comigo por chamas
calor e estalos
Depois de um tempo...
juntos apagamos,
vencidos
pelo passar das horas
minutos, segundos
que somam séculos
Do calor
que foi brasa
restaram apenas as cinzas
ainda quentes da memória
do que foi
ou que poderia ter sido
mas não foi...
Agora
acabados,
o fogo e eu,
somos cinzas
(ou diamantes?)
e fitamos um ao outro
sem saber por que ardemos.
Luiz Carlos Vaz
Inverno de 2018
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Autor:
Luiz Carlos Vaz (
Offline)
- Publicado: 4 de marzo de 2025 a las 12:28
- Categoría: Sin clasificar
- Lecturas: 34
- Usuarios favoritos de este poema: Andy Lakota👨🚀, EmilianoDR, alicia perez hernandez, Ricardo C.
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